vamos ler juntes?


O Clube do Livro do Design nasceu no ano de 2020 com o propósito de criar um ambiente de troca de referências e diálogo entre designers gráficos e interessades através da leitura de livros de design gráfico e áreas relacionadas. Foram 2 temporadas incríveis que reuniram 400 participantes dos 5 cantos do Brasil e países do exterior. Os encontros se encerraram em abril de 2021. Se você conheceu o projeto agora e quer fazer parte, pode adquirir a série biografias do spin-off do Clube abaixo!︎


︎como funcionou?
︎quais foram os livros?
︎︎︎SPIN-OFF: série biografias
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︎depoimentos
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ilustrações maria julia moreira/terezabettinardi.com

Mark

quais foram os livros?


Aqui você encontra todos os livros que lemos nas 2 temporadas do Clube do Livro do Design [2020 e 2021]. A curadoria foi feita pela Tereza Bettinardi especialmente para o projeto. Esperamos que você se inspire a ler também!

livros em português

Uma seleção de livros com traduções para o português disponíveis no mercado.


POLÍTICAS DO DESIGN
Ruben Pater [Ubu, 2020]

Quando li este livro pela primeira vez, fiquei muito impactada! Muito feliz que finalmente recebeu uma tradução para o português. O livro examina em diversos artigos os contextos culturais e estereótipos, com exemplos visuais do mundo todo, e demonstra que as ferramentas de comunicação nunca são neutras. Não é um livro sobre ativismo mas sobre passos necessários rumo a uma prática mais responsável e a uma sociedade mais ética.

ESSE É O MEU TIPO
Simon Garfield [Zahar, 2012]

O que eu amo neste livro é o fato dele servir para designers e não-designers. Simon Garfield nos leva a um interessante passeio pelo mundo da tipografia, da invenção da prensa por Gutenberg aos dias de hoje. Durante esse percurso, reflete sobre a razão de alguns tipos terem se tornado grandes clássicos, como Bodoni e Garamond, enquanto outros viraram moda passageira ou acabaram rejeitados; comenta a ditadura da Comic Sans e da Helvetica mundo afora; revela o papel da Gotham na campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos; analisa os logotipos de lojas e capas de discos (por que, por exemplo, o "T" na logo dos Beatles é maior que as outras letras?), entre outras curiosidades.

TEORIA DO DESIGN GRÁFICO
Helen Armistrong [org.] [Ubu, 2019]

Livro essencial! Reunião de 24 textos teóricos fundamentais de protagonistas da teoria e da prática do design como Aleksandr Ródtchenko, El Lissítzki, Jan Tschichold, Herbert Bayer, Paul Rand, Wolfgang Weingart, Catherine McCoy e Paula Scher. Organizada cronologicamente, a seleção começa com os escritos combativos do início do século XX, como o “Manifesto futurista” de F. T. Marinetti, e se estende até o debate contemporâneo, incluindo textos atuais como “Projetando o design” de Kenya Hara.

A DÁDIVA — Como o espírito criador transforma o mundo
Lewis Hyde [Civilização Brasileira, 2010]

Um livro emocionante! Publicado na década de 1980, este livro é considerado a obra-prima de Lewis Hyde. A partir de referências à história, à literatura e à antropologia, o autor constrói seu argumento de que o produto do fazer artístico é uma doação e não uma mercadoria. Uma das bases do pensamento de Hyde consiste na ideia de que a troca de dádivas difere da troca de mercadorias porque cria um vínculo emocional. Se os trabalhos criativos não necessariamente possuem qualquer valor de mercado, como os artistas sobrevivem? O livro traz exemplos de criadores que não se submeteram ao mercado, examina o papel do artista como benfeitor público e mostra caminhos que apontam para um ponto de equilíbrio entre o fazer artístico e o mercado.

PENSAMENTOS SOBRE DESIGN
Paul Rand [WMF Martins Fontes, 2019]

Este livro é um clássico! Paul Rand (1914-1996) é reconhecido como um dos designers mais influentes desde o surgimento da imprensa. Foi designer da revista Esquire, lançou campanhas publicitárias que marcaram época e criou alguns dos logotipos empresariais mais duradouros do século XX, entre eles os da IBM e da ABC. Escrito em 1947, no auge de sua carreira, Rand articulou num volume compacto a visão pioneira de que todo design deve integrar forma e função.

A FORMA DO LIVRO
Jan Tschichold [Ateliê Editorial, 2007]

Dono de uma biografia fascinante, o tipógrafo e designer alemão Jan Tschichold (1902–1974) foi um expoente bipolar de duas grandes correntes estéticas que dominaram a tipografia do século XX: a ousada "nova tipografia" e os princípios da tipografia clássica, orientada pelas convenções seculares em vigor desde a Renascença. Depois de ser perseguido pelo regime nazista e partir para o exílio na Suíça, Tschichold também trabalhou na reformulação do design da série de livros de bolso da editora Penguin.

Nesta coletânea de ensaios, escritos de 1937 até sua morte, Tschichold reconsidera seus postulados da juventude e volta-se ao estudo e reflexão a respeito da tipografia tradicional e aos layouts de composição simétrica. O livro aborda, de maneira didática, os vários aspectos da composição tipográfica: página e mancha, parágrafos, grifos, entrelinhamento, tipologias, formatos e papéis, entre outros.

COMO SER UM DESIGNER GRÁFICO SEM VENDER A SUA ALMA
Adrian Shaughnessy [Senac, 2010]
Designers são até bastante ágeis para contar histórias a respeito das fontes de inspiração e referências, mas estão bem menos dispostos a revelar os perrengues: como buscar um estágio, quanto cobrar, as alegrias e amarguras da vida de freelancer e o que fazer quando um cliente rejeita três semanas de trabalho e se recusa a pagar a conta. Escrito pelo designer Adrian Shaughnessy, este livro também inclui entrevistas com dez outros designers, incluindo Rudy VanderLans (Emigre), John Warwicker (Tomato), Neville Brody (Research Studios) e Andy Cruz (House Industries).
MODOS DE VER
John Berger [Rocco, 2015]
De que maneira as imagens que passam por nossos olhos nos afetam ou refletem aspectos da sociedade em que vivemos? Quem escreve é o crítico de arte, historiador e romancista John Berger (1926-2007). Escrito em parceria com mais quatro autores, o livro é baseado no programa homônimo, veiculado pela BBC de Londres no início dos anos 1970. São sete ensaios que podem ser lidos em qualquer ordem. O projeto gráfico original é de Richard Hollis. Este livro é um soco no estômago!

ENQUANTO VOCÊ LÊ
Gerard Unger [Estereográfica, 2016]
Como leitores reagem com seus olhos e mentes aos produtos feitos por designers de tipos e tipógrafos? Este livro é sobre tudo o que acontece enquanto você lê — na frente de seus olhos e dentro de sua cabeça — e sobre o que designers de texto, tipógrafos e designers gráficos trazem para uma página para fazer isso acontecer. Escrito pelo designer Gerard Unger (1942-2018), o livro traz, em um texto divertido e acessível, uma gama de relatos sobre projetos: desde o design de fontes lidas diariamente por milhões no jornal "USA Today" até a aparência das placas de rodovias e metrô na Holanda.

ALOÍSIO MAGALHÃES: BENS CULTURAIS DO BRASIL
João de Souza Leite [org.] [Bazar do Tempo, 2017]
É inegável a contribuição de Aloísio Magalhães (1927-1982) para a expansão e consolidação do design no Brasil – não só como uma atividade profissional em si, mas, também, como área do conhecimento. Com organização de João de Souza Leite, o livro reúne uma série de entrevistas, artigos e conferências que mostram a evolução de um debate modernizador sobre a questão do patrimônio brasileiro, situando o lugar estratégico dos bens culturais para a formação de um projeto de nação. Vou listar aqui alguns artigos que iremos discutir durante os encontros [mas atenção: a ideia é ler o livro todo, ok?]:

︎︎︎A serena morte da pintura e a confiante aceitação dos limites, Aloísio Magalhães (1974)
Nesta entrevista concedida ao jornal Diário de Notícias em 1974, ele traz um exemplo simples – os seus conhecidos cartemas — para falar de uma questão real que enfrentamos todos os dias: como o contato direto com o nosso meio social é importante para aceitar os limites. Uma curiosidade sobre os cartemas, é que esta palavra foi criada pelo filólogo Antônio Houaiss (1915-1999) justamente para identificar essas experimentações gráficas de Aloísio: colagens, “bricolagens”, que justapunha os múltiplos cartões-postais.

︎︎︎Arte e educação em debate, Aloísio Magalhães (1980)
Transcrição de um debate realizado na Semana de Arte e Ensino, em simpósio organizado pela professora Ana Mae Barbosa. Nesta fala, Aloísio fala sobre modelos de educação, sobre a necessidade do Ocidente em “inocular, em preparar a cabeça das pessoas, de uma maneira geral, dentro de um esquema, de um modelo" e lança a pergunta: “será esse modelo enriquecedor, ou será esse modelo compartimentado, limitador?".

︎︎︎O incômodo elitismo cultural, Aloísio Magalhães (1981)
Nesta entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, Aloísio fala sobre seu incômodo a partir do momento que abandonou o direito e passou a se envolver com as artes plásticas e design: “Passou a me inquietar o aspecto elitista do trabalho artístico num país como o nosso. Morei uns tempos nos Estados Unidos e ali descobri o design, o desenho industrial, como uma forma de canalizar para o social a sensibilidade do processo criativo". Quarenta anos depois, eu te pergunto: o design gráfico é elitista?

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livros em inglês e textos avulsos

Uma seleção livros, artigos e capítulos de livro [alguns só em inglês, quase todos disponíveis no formato digital].


STUDIO CULTURE — The secret life of the graphic design studio
Tony Brook e Adrian Shaughnessy [Unit Editions, 2009]

Parte deste livro está disponível para download gratuito aqui. Em algum momento na vida, mesmo que breve, todo o designer gráfico já pensou em ter seu próprio estúdio. Como dona do meu próprio estúdio, eu digo: é legal, mas também é treta!

Tony Brook e Adrian Shaughnessy conduziram uma série de entrevistas com designers gráficos de destaque internacional que dirigem estúdios de design. Em uma série de entrevistas francas e reveladoras, muitas das principais figuras do design gráfico contemporâneo revelam os segredos por trás da criação de uma vibrante 'cultura de estúdio'.

MORTE AOS PAPAGAIOS
Gustavo Piqueira [Ateliê Editorial, 2004]

Este livro, publicado em 2004, reúne 13 crônicas escritas pelo designer brasileiro Gustavo Piqueira. Li na época da faculdade e o motivo para incluir na lista é para conversarmos sobre como combinar prática e reflexão sobre o campo. Gustavo se refere a “papagaio” como os designers que não têm opinião alguma, buscam opiniões prontas e vivem as repetindo: os que lêem design, vão à exposições de design e mesmo assim, fecham os olhos e seguem falando as “papagaices” por aí.

LEARNING BY HEART
Corita Kent [Allworth Press, 2008]

Vai soar sentimental mas não consigo dizer de outra forma: este livro e a prática de Corita Kent (1918–1986) servem para nos lembrar que a humanidade vale a pena! Kent foi uma freira católica, artista e educadora que viveu e trabalhou em Los Angeles, California.

"Todos nós podemos conversar, todos podemos escrever, e se os bloqueios forem removidos, todos nós podemos desenhar, pintar e fazer coisas". Este livro clássico apresenta os projetos e exercícios originais de Kent, desenvolvidos ao longo de mais de 30 anos como professora de arte. Um livro que revela uma atitude: a de desafiar os medos, estar aberto a novas direções, reconhecer conexões entre objetos e ideias. Depois desse livro, vocês vão querer saber tudo sobre essa mulher maravilhosa, tenho certeza! :)

WHAT WE SEE WHEN WE READ
Peter Mendelsund [Random House, 2014]

Peter Mendelsund é um dos meus capistas favoritos! Este livro é uma exploração sobre como formamos imagens a partir da leitura de obras literárias e como essas interpretações transformam a própria obra. Como designer, ele traz uma perspectiva interessante para o prazer da leitura e a mecânica da construção visual.

O DETALHE NA TIPOGRAFIA
Jost Hochuli [WMF Martins Fontes, 2013]

O detalhe na tipografia é uma abordagem resumida sobre as questões que se referem à letra, à palavra, à linha e à entrelinha, portanto, àqueles elementos indispensáveis para a legibilidade de um texto impresso. Educado na ortodoxia da 'tipografia suíça' modernista, Jost Hochuli (1933) apresenta neste livro as reflexões de mais de trinta anos de experiência no campo em que ele se especializou: design de livros.

ARTISTA E DESIGNER
Bruno Munari [Edições 70, 2015]

"Muitas pessoas me conhecem como 'você sabe, o homem que fez máquinas inúteis'" — foi assim que Bruno Munari (1907–1998) iniciou o prefácio de Design as Art, uma coleção de artigos ocasionais que escreveu para o jornal milanês Il Giorno por volta dos anos 1960. Munari era mais do que um fabricante de máquinas inúteis. Descrito por Picasso como "o novo Leonardo", Munari insistiu que o design fosse bonito, funcional e acessível. Neste livro altamente divertido, Munari expõe suas ideias sobre design gráfico e industrial: lâmpadas, placas de sinalização, tipografia, pôsteres, livros infantis, publicidade, carros e cadeiras são apenas alguns dos assuntos para os quais ele volta seu olhar iluminador.

SELEÇÃO DOT DOT DOT MAGAZINE
Inaugurando o grupo com textos avulsos [e mais curtos], iniciaremos a leitura com alguns artigos selecionados publicados na DOT DOT DOT, uma revista semestral publicada entre os anos 2000 a 2010 pelos designers Peter Biľak e Stuart Bailey. Originalmente centrada em artigos sobre design gráfico, a publicação foi posteriormente ampliando seu escopo para o jornalismo interdisciplinar sobre assuntos que afetam a maneira como vemos o mundo, pensamos e fazemos design. Segue a lista de artigos selecionados que podem ser encontrados facilmente online:

︎︎︎Underdesign, overdesign, redesign por Peter Biľak (2001)
Quando eu li este artigo pela primeira vez, foi um alívio e um soco! Deixo apenas um trecho em destaque: “Designers, ao invés de buscar a solução para o mundo real, criam seus próprios mundos imaginários distantes da realidade. A essência dessa conduta nos lembra mais a Disneylândia do que o mundo real". Este artigo pode ser lido online aqui.

︎︎︎I’m Only a Designer: The Double Life of Ernst Bettler por Christopher Wilson (2001)
Este resumo contém spoilers! O artigo narra a trajetória de um designer suíço, Ernst Bettler, desde seu estilo e onde havia adquirido suas influências, até uma história sobre como seu trabalho derrubara uma empresa farmacêutica que tinha ligações com o nazismo. Segundo o artigo citado, Bettler havia produzido uma série de 7 posters com medicamentos. Bettler fez a encomenda de design voltar-se contra o cliente, uma espécie de ativismo, resultado: após serem expostos nas ruas da Suíça, a empresa teria fechado as portas em seis semanas. A história ganhou notoriedade e chegou a ser usada como exemplo em livros, tal como em Problem Solved de Michael Johnson (2002). O único problema é que a empresa farmacêutica, os medicamentos, os lugares citados no artigo, ou o próprio Bettler – nenhum deles, de fato, existiu! O perfil apresentado por Christopher Wilson é fictício. A questão que coloca-se, portanto, é: por que foi tão fácil acreditar no conto de Wilson? Possivelmente porque ler sobre a trajetória de um designer suíço, homem, branco, é parte do cotidiano da história do design gráfico. Que tal? Este artigo pode ser lido online aqui.

︎︎︎Guided by Voices por Paul Elliman (2005)
Este artigo é uma prévia do artigo “Indifferent Voices" originalmente publicado na Dot Dot Dot #16 pelo designer Paul Elliman. Como não encontrei o texto da revista online, leremos esta versão anterior ao que foi publicado na revista. Este artigo pode ser lido online aqui.

︎︎︎Disrepresentation Now!, Experimental Jetset (2001)
Curte uma tretinha? Então leia este ensaio pelos designers do Experimental Jetset escrito em 2001 mas que foi posteriormente e revisto e recontextualizado. O texto e o disclaimer podem ser lidos online aqui.

THE DEBATE: THE LEGENDARY CONTEST OF TWO GIANTS OF GRAPHIC DESIGN
Wim Crouwel e Jan van Toorn [Monacelli Press, 2015]
Este livro curto traz um marcante debate feito em 1972 entre os designers holandeses Wim Crouwel e Jan van Toorn. Durante anos, a conversa perdurou no imaginário de alguns entusiastas, principalmente por meio de boatos, emergindo apenas como fragmentos em publicações escassas. O debate, realizado no Museu Fodor de Amsterdã, ficou conhecido como um choque público da subjetividade versus objetividade e ajudou a preparar o terreno para confrontações filosóficas sobre a tal “cultura do design". Um pdf do livro pode ser encontrado facilmente online mas se você preferir a versão em capa dura, o link está aqui.
HISTÓRIA DO DESIGN EM CONTEXTOTibor Kalman, J. Abbott Miller, Karrie Jacobs, Steven Heller, Rick Poynor e Mário Moura

︎︎︎Good history/Bad history por Tibor Kalman, J. Abbott Miller e Karrie Jacobs (1990)
Este texto discute como a história do design é escrita e como ela afeta a maneira como o passado é visto e compreendido. Ao falar sobre como a história do design é mostrada principalmente como “uma história de imagens", os autores criticam (com muito sarcasmo) a inteligência dos designers como aqueles que "lêem legendas". É fato que a história do design é escrita através de uma lente seletiva que dá pouca margem para entendimento do contexto. O que não vemos nos livros de design são coisas que pensamos que não existiam, pois não temos evidências para provar que existiam. Você já ouviu essa história antes, não? Então vem com a gente! O link para o texto está disponível aqui.

︎︎︎Cult of the ugly por Steven Heller (1993)
No início da década de 1990, Steven Heller adotou a palavra feio  aplicada ao design gráfico e ao ensino de design. Suas visões da história da arte, cultura pop e tendências recentes do design são consideradas em seu ensaio sobre estilo e significado no design. O texto pode ser encontrado neste link.

︎︎︎Art’s little brother por Rick Poynor (2005)
Escrito pelo crítico britânico Rick Poynor onde ele levanta o argumento a favor da celebração do design como o encontro da arte com a vida cotidiana. Esta é uma questão que muita gente já se dispôs a explicar e vamos debater (ou exorcizar!) mais uma vez.

︎︎︎O design que o design não vê: raça, gênero, classe por Mário Moura
“O universalismo e a neutralidade são identitários do design enquanto disciplina", anuncia o professor e pesquisador português Mário Moura no indispensável livro “O design que o design não vê". O livro traz uma seleção de doze ensaios onde o autor analisa a prática do design gráfico frente aos desafios contemporâneos. Moura demonstra como a disciplina e o patrimônio discursivo do design gráfico é formado por conceitos de raça, classe, gênero, autoria e periferia. Leremos o primeiro artigo do livro mas recomendo que você leia o livro inteiro! :)

THE EDUCATION OF A GRAPHIC DESIGNER
Steven Heller [org.] [Allworth, 2012]

Esta coleção de ensaios e entrevistas foi concebida para ajudar professores [e alunes] a se manterem atualizados no campo do design gráfico. Com relatos de diversos profissionais e educadores, incluindo: Katherine McCoy, Ken Garland, Marian Banjtes e Ellen Lupton. Anedotas pessoais desses profissionais sobre sua própria educação, seus mentores e seus alunes tornam este livro uma obra interessante para discussão. A ideia é lermos alguns dos ensaios/entrevistas do livro. Os artigos selecionados abaixo:

︎︎︎Education in an adolescent profession, Katherine McCoy
︎︎︎Anxious about the future?, Ken Garland
︎︎︎Emptying the spoon, enlarging the plate: some thoughts on graphic design education, Warren Lehrer
︎︎︎Principle before style: questions in design history, Richard Hollis
︎︎︎Self-taught teacher, Marian Bantjes
︎︎︎The designer as producer, Ellen Lupton

︎︎︎Searching for a black aesthetic in american graphic design education, Sylvia Harris


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