vamos ler juntos?


O Clube do Livro do Design tem como propósito criar um ambiente de troca de referências e diálogo entre designers gráficos e interessados através da leitura de livros de design gráfico e áreas relacionadas. Nada melhor do que ler um livro e ter gente com quem conversar, não é mesmo?

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ilustrações maria julia moreira/terezabettinardi.com

Mark

quais são os livros?


São dois grupos diferentes, um com todos os livros em português e outro que inclui livros em inglês. A curadoria levou em conta incluir livros disponíveis tanto no formato físico como digital. Lembrando que os livros não estão incluídos no valor do clube e deverão ser adquiridos separadamente.

︎livros em português
︎livros em português e/ou inglês



grupo 1 ︎ livros em português

Uma seleção de 6 livros com traduções para o português disponíveis no mercado.


junho: POLÍTICAS DO DESIGN
Ruben Pater [Ubu, 2020]
Quando li este livro pela primeira vez, fiquei muito impactada! Muito feliz que finalmente recebeu uma tradução para o português. O livro examina em diversos artigos os contextos culturais e estereótipos, com exemplos visuais do mundo todo, e demonstra que as ferramentas de comunicação nunca são neutras. Não é um livro sobre ativismo mas sobre passos necessários rumo a uma prática mais responsável e a uma sociedade mais ética.
julho: ESSE É O MEU TIPO
Simon Garfield [Zahar, 2012]
O que eu amo neste livro é o fato dele servir para designers e não-designers. Simon Garfield nos leva a um interessante passeio pelo mundo da tipografia, da invenção da prensa por Gutenberg aos dias de hoje. Durante esse percurso, reflete sobre a razão de alguns tipos terem se tornado grandes clássicos, como Bodoni e Garamond, enquanto outros viraram moda passageira ou acabaram rejeitados; comenta a ditadura da Comic Sans e da Helvetica mundo afora; revela o papel da Gotham na campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, entre outras curiosidades.

agosto: TEORIA DO DESIGN GRÁFICO
Helen Armstrong [org.] [Ubu, 2019]
Livro essencial! Reunião de 24 textos teóricos fundamentais de protagonistas da teoria e da prática do design como Aleksandr Ródtchenko, El Lissítzki, Jan Tschichold, Herbert Bayer, Paul Rand, Wolfgang Weingart, Catherine McCoy e Paula Scher. Organizada cronologicamente, a seleção começa com os escritos combativos do início do século XX, como o “Manifesto futurista” de F. T. Marinetti, e se estende até o debate contemporâneo, incluindo textos atuais como “Projetando o design” de Kenya Hara.
setembro: A DÁDIVA: COMO O ESPÍRITO CRIADOR TRANSFORMA O MUNDO
Lewis Hyde [Civilização Brasileira, 2010]
Um livro emocionante! Publicado na década de 1980, este livro é considerado a obra-prima de Lewis Hyde. A partir de referências à história, à literatura e à antropologia, o autor constrói seu argumento de que o produto do fazer artístico é uma doação e não uma mercadoria. Uma das bases do pensamento de Hyde consiste na ideia de que a troca de dádivas difere da troca de mercadorias porque cria um vínculo emocional. Se os trabalhos criativos não necessariamente possuem qualquer valor de mercado, como os artistas sobrevivem? O livro traz exemplos de criadores que não se submeteram ao mercado, examina o papel do artista como benfeitor público e mostra caminhos que apontam para um ponto de equilíbrio entre o fazer artístico e o mercado.
outubro: PENSAMENTOS SOBRE DESIGN
Paul Rand [WMF Martins Fontes, 2019]
Este livro é um clássico! Paul Rand [1914-1996] é reconhecido como um dos designers mais influentes desde o surgimento da imprensa. Foi designer da revista Esquire, lançou campanhas publicitárias que marcaram época e criou alguns dos logotipos empresariais mais duradouros do século XX, entre eles os da IBM e da ABC. Escrito em 1947, no auge de sua carreira, Rand articulou num volume compacto a visão pioneira de que todo design deve integrar forma e função.
novembro: A FORMA DO LIVRO
Jan Tschichold [Ateliê Editorial, 2007]
Dono de uma biografia fascinante, o tipógrafo e designer alemão Jan Tschichold [1902–1974] foi um expoente bipolar de duas grandes correntes estéticas que dominaram a tipografia do século XX: a ousada “nova tipografia" e os princípios da tipografia clássica, orientada pelas convenções seculares em vigor desde a Renascença. Depois de ser perseguido pelo regime nazista e partir para o exílio na Suíça, Tschichold também trabalhou na reformulação do design da série de livros de bolso da editora Penguin. Nesta coletânea de ensaios, escritos de 1937 até sua morte, Tschichold reconsidera seus postulados da juventude e volta-se ao estudo e reflexão a respeito da tipografia tradicional e aos layouts de composição simétrica. O livro aborda, de maneira didática, os vários aspectos da composição tipográfica: página e mancha, parágrafos, grifos, entrelinhamento, tipologias, formatos e papéis, entre outros.
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grupo 2 ︎ livros em português e/ou inglês

Uma seleção de 6 livros [alguns só em inglês, disponíveis no formato digital ou físico].


junho: STUDIO CULTURE: THE SECRET LIFE OF THE GRAPHIC DESIGN STUDIO
Tony Brook e Adrian Shaughnessy [Unit Editions, 2009]
Parte deste livro está disponível para download gratuito neste link. Em algum momento na vida, mesmo que breve, todo o designer gráfico já pensou em ter seu próprio estúdio. Como dona do meu próprio estúdio, eu digo: é legal, mas também é treta! Tony Brook e Adrian Shaughnessy conduziram uma série de entrevistas com designers gráficos de destaque internacional que dirigem estúdios de design. Em uma série de entrevistas francas e reveladoras, muitas das principais figuras do design gráfico contemporâneo revelam os segredos por trás da criação de uma vibrante 'cultura de estúdio'.
julho: MORTE AOS PAPAGAIOS
Gustavo Piqueira [Ateliê Editorial, 2004]
Este livro, publicado em 2004, reúne 13 crônicas escritas pelo designer brasileiro Gustavo Piqueira. Li pela primeira vez na época da faculdade e o motivo para incluir na lista é para conversarmos sobre como combinar prática e reflexão sobre o campo. Gustavo se refere a “papagaio” como os designers que não têm opinião alguma, buscam opiniões prontas e vivem as repetindo: os que lêem design, vão à exposições de design e mesmo assim, fecham os olhos e seguem falando as “papagaices” por aí.
agosto: LEARNING BY HEART
Corita Kent [Allworth Press, 2008]
Vai soar sentimental mas não consigo dizer de outra forma: este livro e a prática de Corita Kent [1918–1986] servem para nos lembrar que a humanidade vale a pena! Kent foi uma freira católica, artista e educadora que viveu e trabalhou em Los Angeles, Califórnia. “Todos nós podemos conversar, todos podemos escrever, e se os bloqueios forem removidos, todos nós podemos desenhar, pintar e fazer coisas". Este livro clássico apresenta os projetos e exercícios originais de Kent, desenvolvidos ao longo de mais de 30 anos como professora de arte. Um livro que revela uma atitude: a de desafiar os medos, estar aberto a novas direções, reconhecer conexões entre objetos e ideias. Depois desse livro, vocês vão querer saber tudo sobre essa mulher maravilhosa, tenho certeza! :)
setembro: WHAT WE SEE WHEN WE READ
Peter Mendelsund [Random House, 2014]
Um dos meus capistas favoritos! Este livro é uma exploração sobre como formamos imagens a partir da leitura de obras literárias e como essas interpretações transformam a própria obra. Como designer, ele traz uma perspectiva interessante para o prazer da leitura e a mecânica da construção visual.
outubro: O DETALHE NA TIPOGRAFIA
Jost Hochuli [WMF Martins Fontes, 2013]
O detalhe na tipografia é uma abordagem resumida sobre as questões que se referem à letra, à palavra, à linha e à entrelinha, portanto, àqueles elementos indispensáveis para a legibilidade de um texto impresso. Educado na ortodoxia da ‘tipografia suíça' modernista, Jost Hochuli [1933] apresenta neste livro as reflexões de mais de trinta anos de experiência no campo em que ele se especializou: design de livros.
novembro: DESIGN AS ART
Bruno Munari [Penguin, 2008]
“Muitas pessoas me conhecem como ‘você sabe, o homem que fez máquinas inúteis'" — foi assim que Bruno Munari [1907–1998] iniciou o prefácio de Design as Art, uma coleção de artigos ocasionais que escreveu para o jornal milanês Il Giorno por volta dos anos 1960. Munari era mais do que um fabricante de máquinas inúteis. Descrito por Picasso como “o novo Leonardo", Munari insistiu que o design fosse bonito, funcional e acessível. Neste livro altamente divertido, Munari expõe suas ideias sobre design gráfico e industrial: lâmpadas, placas de sinalização, tipografia, pôsteres, livros infantis, publicidade, carros e cadeiras são apenas alguns dos assuntos para os quais ele volta seu olhar iluminador.
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